Compras em dólar no cartão de crédito – O que você ainda não sabe?

As compras em dólar no cartão de crédito sempre levantaram dúvidas para os brasileiros e pode se tornar um verdadeiro problema para o bolso.

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Pensando nisso, separamos aqui as principais informações que talvez você ainda não saiba.

Assim, nenhuma fatura ou comprinha no exterior vai pegar você desprevenido e ainda dá para organizar melhor os próximos pagamentos.

Como o cálculo é feito?

comprar em dólar com cartão

A princípio, muitos brasileiros passaram por algumas enrascadas ao fazer a compra quando o dólar estava em baixa.

Isso porque, até o final de 2019, mais ou menos, as coisas não eram tão simples assim.

Ao contrário do que você poderia pensar, não era usada a cotação da moeda no dia da compra, mas sim no dia da fatura.

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Ou seja, suponha que você comprou algo no exterior no dia 10 quando o dólar estava US$ 5.

Porém, a sua fatura fecha no dia 20 e, nesse dia, o dólar estava US$S 5,70. Então, essa seria a cotação usada.  

Mas tinha ainda outro problema.

Nem todos os bancos usam o mesmo valor para fazer os cálculos.

Em suma, na hora de fazer a conversão de dólar para real, os bancos utilizam o valor de cotação da Ptax.

Ptax é a taxa oficial para conversões de compras, que é definida pelo Banco Central do Brasil, calculada através da média do dólar ao longo do dia.

Vale destacar ainda que, em cima dessa taxa, existe a sobretaxa cobrada pelos bancos e que podem ter uma varia de 0-7%.

Exemplo prático

Se você fez uma compra e depois da conversão com o Ptax o valor era de R$ 5, o banco pode ainda cobrar uma taxa de R$ 5 ou até R$35.

Lembrando que isso vale para compras em dólar no cartão de crédito.

O problema é que para compras grandes, como US$ 2 mil, essa diferença pode chegar até R$ 700.

Regulamentação das compras em dólar no cartão de crédito no Brasil

De acordo com alguns especialistas, o grande desafio de quem faz compras no exterior é a falta de regulamentação.

Isso porque, o Brasil não tem essas cobranças asseguradas, o que dá mais liberdade para os bancos e instituições financeiras.

De acordo com a lei, é exigido que o cliente saiba exatamente qual é o método de cálculo e os valores que estão sendo cobrados.

Além disso, existe a variação de até 7%.

Entretanto, ao analisar diversas instituições bancárias, podemos notar que essa passagem de informações ainda é pobre.

Além disso, começou a valer a partir de março de 2020 a regra sobre as cobranças em relação ao dia da compra.

Ou seja, se você faz a compra no dia 10, é o cálculo daquele dia que deve ser usado, e não o do dia do fechamento.

A maior parte dos bancos já aderiu a isso, mas é sempre bom ficar de olho na fatura.

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Vale a pena?

No geral, pode ser uma opção para quem precisa recorrer a sites e lojas estrangeiras ou mesmo para viagens.

Mas está longe de ser a opção mais barata.

Em suma, ao invés de pagar a alíquota de 1,1% para comprar o papel moeda, você paga o imposto de 6,38% nas compras em crédito.

A dica é escolher cartões que tragam vantagens para essas compras, como uma cotação mais próxima do chamado dólar comercial.

Além disso, sempre que possível, opte por outras condições de pagamento, que sejam mais favoráveis para o seu bolso.

Enfim, as compras em dólar no cartão de crédito não estão entre as melhores dicas, mas as vezes podem ser a única opção. Por isso, fique atento as taxas que o seu banco está cobrando antes de fazer as compras e sempre avalie a sua fatura.

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Redação
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