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CNIS: Cadastro das aposentadorias do INSS possui 80 milhões de erros

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O CNIS é a principal base para a liberação de benefícios do INSS. Porém, o banco de dados já conta com 80 milhões de erros. Entenda! 

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é um documento oficial onde ficam registrados todos os trabalhos, os vínculos empregatícios, e benefícios junto ao INSS que você teve em toda sua vida.

Também conhecido como Extrato Previdenciário, o CNIS é o documento previdenciário mais importante para o trabalhador, principalmente para garantia dos seus direitos, já que ele funciona como um banco de dados do Governo Federal de informações sobre sua vida trabalhista e previdenciária.

Atualmente, o CNIS conta com mais de 416,5 milhões de trabalhadores cadastrados. O documento é a principal base para a liberação de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Por meio do CNIS, o governo tem acesso a todos os dados sobre os aposentados brasileiros desde 1989. Por meio dos registros sobre as contribuições feitas é realizado o cálculo inicial do valor da aposentadoria do trabalhador. Por isso, é importante que esses dados estejam corretos. 

Erros no CNIS: são 80 milhões de erros no cadastro

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou uma análise dos documentos contidos no CNIS em junho de 2021. Desde o início dessa análise até agora, o TCU já identificou 80 milhões de erros no cadastro.

O objetivo dessa análise é exatamente avaliar a quantidade de dados incorretos que constam no CNIS e apontar o impacto na concessão de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas.

Apesar da análise ainda não ter acabado, até o momento os auditores do tribunal já analisaram uma amostra com 300 mil cadastros, que identificou 80 milhões de erros. Esses números ainda podem crescer conforme o TCU analisar novos dados. 

O principal erro encontrado pelos auditores do TCU no momento da análise está ligado a dados incompletos, inválidos e inconsistentes, que podem afetar diretamente no valor da aposentadoria a ser recebida. Inclusive, dependendo do caso e do nível do erro, o benefício da aposentadoria pode até ser negado para o trabalhador. 

Além desse tipo de inconsistência,foram identificadas falhas que envolvem erros no cadastro de uma mesma pessoa que tem NITs (Números de Identificação do Trabalhador) diferentes e NITs ativos de pessoas já falecidas.

INSS

O Instituto Nacional  do Seguro Social (INSS) e a Dataprev são os responsáveis pelo CNIS. O INSS declarou que apesar do cadastro apresentar muitas falhas, foi uma evolução quando comparado aos documentos físicos usados anteriormente no pedido de benefícios previdenciários.

De acordo com a advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP. “O Cnis unificou dados da Caixa, Previdência, Ministério do Trabalho e outros. O único problema é ser considerado pelo INSS como prova robusta no pedido do benefício. Há casos em que o INSS considera mais o CNIS do que a carteira de trabalho do segurado”.

Em relação aos erros encontrados no cadastro o INSS ressaltou que “já existe um trabalho contínuo do INSS para qualificação da base de dados cadastrais do Cnis juntamente com a Dataprev”.

CNIS: como corrigir erros?

Caso encontre erros nos seus dados, o segurado pode solicitar a correção dos dados a qualquer momento, por meio do Meu INSS, seja pelo site ou pelo aplicativo. Para isso, será necessário enviar os documentos que comprovem as informações prestadas e solicitar o serviço de Atualização Cadastral.

 

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