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Como receber o teto do INSS?

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O sonho de toda a pessoa ao se aposentar é conseguir um valor de benefício alto, mas existe um valor máximo que o trabalhador pode receber de aposentadoria: o Teto do INSS.

Depois do anúncio do governo federal sobre o salário mínimo em 2022, o valor máximo que o Instituto Nacional de Seguridade Social pode pagar também será alterado. 

Atualmente, o teto dos benefícios previdenciários é de R$ 7.087,22. Enquanto isso, o valor mínimo de um benefício previdenciário é de um salário mínimo, que em 2022 é de R$ 1.212.

O que é o teto do INSS?

O Teto do INSS é o valor máximo que o trabalhador poderá receber de qualquer benefício do INSS. Neste caso, vamos falar da aposentadoria. Em 2022, o teto do INSS é R$ 7.087,22 para o benefício previdenciário.

Isso significa que, em regra, os segurados não podem receber mais que esse valor.

Por que é difícil receber o teto do INSS?

Antes de responder essa questão é preciso entender como são feitos os cálculos dos benefícios concedidos antes e depois da Reforma da Previdência.

Mas já adiantamos que receber o teto do INSS é muito difícil porque para conseguir se aposentar com o teto máximo é necessário que grande parte das suas contribuições sejam feitas com base no valor máximo, ou seja, contribuir sob 20% do teto do INSS, que atualmente é de R$ 7.087,22, o que daria um recolhimento mensal de R$ 1.417,44.

Já se você é empregado, deverá ter a remuneração mínima de R$ 7.087,22, para poder alcançar um valor próximo ao teto máximo no momento de solicitar a sua aposentadoria.

Além disso, o valor do teto é atualizado todos os anos. Portanto, quando os salários de contribuição são atualizados você acaba se afastando do valor do teto. Os valores são reajustados de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que corrige o poder de compra dos beneficiários do INSS de acordo com o aumento do valor dos produtos e serviços do Brasil.

Com a Reforma da Previdência, o cálculo da aposentadoria passou a utilizar a média de todas as contribuições, desde 1994, o que dificultou o recebimento de aposentadoria no valor do teto do INSS.

Tipos de segurado e como funcionam as suas contribuições

Existem dois tipos de segurado no INSS. Confira como funcionam as suas contribuições.

  • Segurados obrigatórios;
  • Segurados facultativos.

Segurados obrigatórios

Os segurados obrigatórios são aqueles com vínculo de trabalho que tenham qualquer tipo de remuneração. Eles são obrigados a contribuir para a Previdência Social do Brasil (INSS). Ou seja, os segurados obrigatórios são: 

  • Empregados registrados na CLT, incluindo os domésticos;
  • Contribuintes individuais, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs);
  • Segurados especiais;
  • Trabalhadores avulsos.

No caso de empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos, a contribuição é feita pelo próprio empregador/sindicato. Já a alíquota de contribuição deste grupo depende do salário recebido.

Segurados facultativos

Já os segurados facultativos são as pessoas que não têm vínculo de trabalho mas querem contribuir para a Previdência por livre e espontânea vontade. Estes contribuem com uma alíquota de 20% em cima de um valor entre o salário-mínimo e o teto do INSS, igual ocorre com os contribuintes individuais.

Além disso, existem os segurados facultativos de baixa renda, que contribuem com 5% sobre o valor do salário mínimo.

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